Rede Manchete

Trajetoria da Manchete

Rede Manchete faz planos / Beatriz Coelho Silva - Agência Estado 11/06/1998

Por Bruno Pagiola, em 24/01/2006
Até José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, da Globo, gravou uma vinheta elogiando os 15 anos da TV Manchete, completados na última sexta-feira. A emissora está envolvida até os alicerces com a Copa do Mundo e não preparou nenhuma programação especial, a não ser uma série de vinhetas com personalidades nacionais comemorando a data e a matéria especial sobre os últimos 15 anos que vai ao ar hoje à noite, no Programa de Domingo.

"A Manchete é um caso único no Brasil de uma emissora que foi ao fundo do poço e conseguiu se reerguer", orgulha-se Fernando Barbosa Lima, superintendente de Jornalismo e diretor de Criação da Manchete. Ele se refere à crise pela qual a emissora passou entre 1992 e 1994, quando foi vendida à IBF e depois devolvida à família Bloch por falta de pagamento. "Conseguimos reerguer a Manchete graças ao empenho de Adolpho Bloch e ao sacrifício dos funcionários, que entenderam a gravidade da situação e a importância da Manchete como mercado de trabalho", lembra Barbosa Lima. Atualmente, a Rede Manchete tem geradoras no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza e 30 repetidoras nos outros Estados. "Hoje voltamos a investir", informa.

Esse investimento começa pela Copa do Mundo, cuja cobertura de todos os jogos será o presente da emissora para seu público. Passa pela novela "Brida", baseada no livro de Paulo Coelho, com estréia prevista para meados de julho, e desagua no jornalismo, com a ampliação do setor. "Logo depois da Copa vamos estrear um novo noticiário, às 18h30, que vai se chamar Em Primeira Mão", adianta Fernando Barbosa Lima. A contratação do jornalista Domingos Meirelles (ex-"Globo Repórter" e atual "SBT Repórter") para ancorar o "Câmera Manchete" também está nos planos, assim como uma novela infantil, estrelada pela apresentadora Debie. Já Márcia Peltier pretende, no segundo semestre, ampliar o número de reportagens internacionais com o título de "Grandes Nomes".

A situação financeira da emissora, que já foi crítica, é considerada com otimismo por Barbosa Lima. "Há quatro anos, tínhamos os salários atrasados e nenhum programa novo no ar. Hoje pagamos em dia e podemos fazer planos para os próximos anos", conclui ele.

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Vimos pouco tempo depois que todo o otimismo demonstrado pela matéria, seria em vão. A Copa do Mundo que tanto investimento teve, não trouxe o retorno esperado e a novela Brida foi um fracasso total, matando a emissora que esperou agonizante até sua venda para o Grupo Ômega. Não seria este excesso de otimismo que talvez escondia a real situação na emissora, a responsável pelo fracasso?
Por Bruno Pagiola, em 24/01/2006

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