Rede Manchete

Trajetoria da Manchete

1993: Primeira Crise e o Retorno ao Adolpho Bloch

Por Guilherme Barbosa, em 17/05/2009
 Em 19/03/1993, um grupo de funcionarios da Tv Manchete dao inicio a uma manifestaçao em frente a sede da emissora, em SP. Eles exigiam o reajuste dos salarios e melhorias em relaçao a empresa, dirigida pelo grupo IBF.
Em 19/03/1993, um grupo de funcionarios da Tv Manchete dao inicio a uma manifestaçao em frente a sede da emissora, em SP. Eles exigiam o reajuste dos salarios e melhorias em relaçao a empresa, dirigida pelo grupo IBF.

Pela primeira vez, em fevereiro de 1993, a emissora não fez a cobertura do Carnaval Carioca.

Em São Paulo, o atraso no pagamento de salários, alguns desde 1992, leva os funcionários retirarem a TV Manchete São Paulo do ar, ao interromperem a programação da emissora no fim da tarde do dia 15 de março. Eles exibem em seguida um protesto escrito, colocando no ar um slide denunciando a falta dos pagamentos e o sucateamento da emissora. De imediato, é deflagrada a greve de funcionários.

O atraso dos salários e o sucateamento da emissora levaram a Bloch a entrar com um processo na Justiça a fim de retomar a emissora. Através de medida cautelar, a emissora retornou ao controle da família Bloch em 23 de abril, quando a Justiça do Rio de Janeiro devolve a Rede Manchete de Rádio e Televisão ao empresário Adolpho Bloch, alegando que a IBF, do empresário Hamilton de Oliveira, descumpriu cláusulas contratuais. Bloch alega que o IBF não completou o pagamento da compra, mas Hamilton de Oliveira alega que o pagamento não foi completado em função do valor das dívidas da rede ser o dobro do informado pelo Grupo Bloch. A retomada da rede foi um ano antes do acerto do entre IBF-Manchete. Após a retomada, Seu Adolpho, como era conhecido, o sobrenome do fundador (bloch em letra minúscula) acompanha abaixo da famosa logomarca da emissora M.

A então desconhecida Igreja Renascer Em Cristo, teve um importante papel na recuperação da Manchete no período posterior ao cancelamento da venda da emissora para o Grupo IBF, arrendando uma significativa parcela da programação das rádios AM, FM e TV Manchete.

Após a perda da emissora, Hamilton entrou com um processo, que foi conseguido, na Justiça do Estado do Rio de Janeiro, para que a Manchete não ser vendida sem autorização de Hamilton de Oliveira, que se considera o legitimo dono da emissora. O processo perdura por seis anos.

Na parte esportiva, consegue os direitos de transmissão da Fórmula Indy-CART, que por quase dez anos era exibida pela Rede Bandeirantes.

A emissora colocou no ar a novela "Guerra Sem Fim" no final de 1993 e lançou "Raio Laser", programa de video-clip, com apresentação de Nato Kandall.


Baseado no site Rede Manchete - Uma História de Sucesso, escrito por Diogo Montano: www.redemanchete.net/historia

Por Guilherme Barbosa, em 17/05/2009

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