Rede Manchete

Trajetoria da Manchete

Tudo Sobre o Adolpho Bloch

Estréia da Manchete - 05/06/83
Estréia da Manchete - 05/06/83
Adolpho Bloch, (Zhytomyr, Ucrânia, 8 de outubro de 1908 ? São Paulo, 19 de novembro de 1995) foi um dos mais importantes empresários da imprensa e televisão brasileira. Fundador do grupo de mídia que levava seu sobrenome, foi o criador da revista semanal Manchete, em 1952. E fundou em 1983 a Rede Manchete, hoje extinta. No Brasil, ele passou a assinar como Adolpho Bloch, com o ph no lugar do f em seu primeiro nome.

A vida do jornalista e empresário:

O fato da família Bloch ser de origem judaica fez com que se envolvessem em muitos problemas em 1917, na época da Revolução Russa. Um desses problemas era a fome, e sendo assim, junto com dezessete parentes, Adolpho Bloch deixou sua cidade natal, Zhytomyr, para morar em Kiev. Em 1921, deixou a Ucrânia definitivamente, chegando a morar 9 meses em Nápoles, na Itália. Somente em 1922, os Blochs chegaram ao Rio de Janeiro.

E a família Bloch chegava à então capital federal trazendo consigo apenas um pequeno pilão, utilizado para expremer especiarias. E foi pelo fato de chegar ao Brasil somente com o pilão, que foi explicado o título de sua biografia "O Pilão", lançada na década de 1980.

Os Bloch investiram a pequena economia no mesmo ramo com o qual trabalhavam quando moravam na Rússia: o gráfico. Já em 1923, com muito sacrifício, conseguiram comprar uma pequena impressora manual e começam rodando folhas numeradas para o hoje ilegal Jogo do Bicho. Esta era a primeira tipografia na vida de Adolpho Bloch.

Durante a década de 40, trabalhou com muito sucesso na editora Rio Gráfica, de Roberto Marinho. Já nessa época, Seu Adolpho já era amigo de artistas e políticos, além de ser freqüentador da área boêmia do Rio. Lá, existia o Grêmio Recreativo Familiar Kananga do Japão, onde ele ia para as rodas de gafieira. Esse lugar inspiraria a novela da própria Rede Manchete, em 1989.

Em 26 de abril de 1952, Adolpho Bloch lança o primeiro número da revista Manchete, realizando o sonho de publicar um semanário de âmbito nacional. A partir daí, foi o início da construção de um dos maiores impérios de mídia da América Latina.

Desde sua fundação até meados da década de 70, a Bloch Editores ficava sediada na rua Frei Caneca, no centro do Rio. Em seguida, a sede foi transferida para a Rua do Russel, no bairro da Glória (Zona Sul carioca). A Bloch Editores também publicava livros e revistas dos mais variados segmentos.

Além da revista (que se tornou a mais lida do Brasil, ganhando projeção mundial), outro grande orgulho de Seu Adolpho foi a amizade com o ex-presidente Juscelino Kubitschek. Adolpho Bloch foi, para JK, o amigo de todas as horas. A amizade era tanta que, quando o ex-presidente faleceu, em 1976, Adolpho quase obrigou para que o corpo fosse velado no saguão do prédio-sede de sua editora, na Glória. 19 anos depois, foi a vez do próprio Bloch ser velado no mesmo lugar.

Diferentemente do que muitos imaginam, a comunicação eletrônica nunca despertou o interesse do empresário e jornalista. Mas em 1980, pelas mãos dele e de seu sobrinho Pedro Jack Kapeller, foram lançadas a Rede Manchete de Rádio FM, com 5 emissoras pelo Brasil e a Rádio Manchete AM, no Rio de Janeiro.

No início da década de 1980, Adolpho Bloch designou um grupo de diretores e funcionários da Bloch Editores para cuidar do projeto da Rede Manchete de Televisão. Quando voltou de viagem aos Estados Unidos em 1981, ele encontrou o projeto de TV bastante adiantado, mas não estava a par de quase nada. E mais: o investimento numa rede de televisão não estava entre as suas prioridades, pois segundo o próprio Adolfo Bloch, queria continuar investindo na editora e concretizar o projeto de fabricar latas de alumínio. Ele relutava consigo e custou-lhe a idéia de ter a sua estação de TV. Mas quando aderiu, e seguindo o seu temperamento, foi para valer. Em 5 de junho de 1983, depois de vários adiamentos, a Rede Manchete era finalmente inaugurada.

Em 1990 é inaugurada uma Escola Técnica com o seu nome, em São Cristovão. Justo nome merecido por que Adolpho bloch também era Técnico. Essa escola completa 11 ano, esse ano e é da Rede faetec. A Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch é a única escola de Comunicação da América Latina.

No início de novembro de 1995, Adolpho Bloch foi internado no hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, para tratar dois problemas: embolia pulmonar e disfunção da prótese da válvula mitral do coração. Na madrugada do dia 18 para o dia 19, seu quadro agravou-se, e ele precisou ser operado, mas não resistiu. "Seu Adolpho" faleceu no dia 19 de novembro de 1995 aos 87 anos, sem ter tido filhos. Deixava apenas a esposa, Anna Bentes, com quem vivia desde 1980, tendo o seu casamento oficializado apenas em 1992. Com isso, as empresas de seu grupo passaram para o controle do sobrinho de Bloch, Pedro Jack Kapeller (conhecido como Jaquito), que ficou no comando destas até o ano 2000, quando o Conglomerado Bloch deixou de existir.


Representações na cultura:

Adolpho Bloch foi interpretado por Sérgio Viotti na minissérie JK da Tv Globo em 2006.

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