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Familia Brasil

Tudo sobre Família Brasil

Por Diogo Montano, em 27/10/2010
Logo da série Família Brasil
Logo da série Família Brasil

Baseada nas tiras de Luís Fernando Veríssimo, que faziam sucesso em vários jornais do país, virou seriado com pouca repercussão, apresentado de segunda a sexta-feira, às 20 horas.

Márcio Tavolari, um dos autores, narra sobre a Família Brasil:
"Era um seriado diário, que misturava as notícias do dia com dramaturgia. Eu e a Regina (Braga) escrevíamos os episódios durante a madrugada com base nas notícias que colhíamos junto ao jornais e departamento de jornalismo da Manchete. Era uma loucura pois ainda não existia a facilidade da Internet. Os roteiros seguiam para a emissora às 6 da manhã, entrava em produção, o elenco recebia às 11h, a gravação começava às 13h e às 18h o programa estava finalizado e sonorizado. Às 19h30 entrava no ar, fazendo link no último bloco com o Jornal da Manchete".

A partir de 27/09/1993, o seriado foi ao ar com reformulações promovidas por Carlos Eduardo Novaes, que assumiu a supervisão de texto. A fria discussão dos fatos do dia, que soava falsa e sem graça, deu lugar à crônica do cotidiano da classe média brasileira. Para Novaes, a antiga fórmula era "um equívoco. Se a proposta era de um programa de ficção, não podia ficar a reboque do fato jornalístico", disse. A primeira providência foi mudar a estrutura do seriado. Os episódios passaram a ser fechados, e o humor, mais incidental. A crítica política não foi abandonada, mas deixou de ser obsessão. O perfil de quase todos os personagens foi alterado. Tonho (Carlos Gregório), por exemplo, deixou de ser de esquerda, e Bete (Sílvia Massari) perdeu o emprego para ficar mais fútil e burrinha. Os episódios passaram a ser gravados semanalmente, e não mais no dia que eram exibidos. As modificações atingiram ainda o elenco: Danton Melo foi transferido para o elenco da novela Guerra Sem Fim, e Helmício Fróes, que vivia o vovô Vicente, desapareceu da trama. Em compensação, a Família ganhou uma nova componente: a professora Norma, vivida por Betina Vianny, a irmã politizada e culta de Tonho, que vai morar com ele depois de uma desilusão amorosa. (fonte: Jornal O Dia, publicado em 26/09/1993).

SINOPSE

Um retrato fiel da classe média, a família Brasil, como o nome sugere, é tipicamente brasileira. A mãe é Elizabeth, que largou a faculdade de Economia para cuidar  dos filhos, mas que agora trabalha na própria empresa de eventos. Ela é irmã de Eugênio, que vive filando o jantar. O pai deles, Vicente, mora com Beth. Ele adora uma discussão e passa os dias em filas do INSS. É o sogro de Antônio Carlos, um engenheiro de minas especializado em hidrogeologia e inconformado com a seca do Nordeste. Militante de esquerda nos anos 60, agora sua posição política tende para as posições politicamente corretas. Léo é o caçula maníaco por computadores que vive implicando com a irmã Tatiana, uma cara-pintada que sonha em ser atriz. Ela namora Grilo, um ecomaníaco, filho de ex-hippies. A família não viveria sem a empregada Berê, uma mineira virgem, messiânica convicta. Ela vive implicando com o porteiro Delmiro.

Um pai que sofre vendo o salário acabar e o mês insistir em continuar; uma filha que preza o amor acima de tudo, inclusive acima dos rendimentos do pai, que sustenta o revezamento de genros em sua casa; um neto curioso em relação ao mundo, coisa que o avô já não sabe mais explicar, se é que soube um dia.

Assim é a Família Brasil, ou parte dela.

ELENCO

CARLOS GREGÓRIO - Antônio Carlos (Tonho)
SILVIA MASSARI - Elisabete (Bete)
HEMÍLCIO FRÓES - Vovô Vicente
MARCOS WAIMBERG - Eugênio
DANTON MELLO - Grilo
NÍVEA STELLMAN - Tatiana
DANIEL ÁVILA - Leonardo
LUIZ CARLOS BAHIA - Delmiro
BETTY ERTHAL - Berenice
BETTINA VIANNY - Norma
EDMUNDO ALBRECHT

Fonte: www.teledramaturgia.com.br

Por Diogo Montano, em 27/10/2010

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