A emissora entrou pelo ano de 1988 com uma dívida que beirava os US$ 34 milhões. Mesmo com essa crítica situação, Adolpho Bloch reinvestiu em novos projetos e, já em agosto, a linha de shows era reativada. Foram ao todo 19 programas que estrearam, entre eles o humorístico "Cadeira do Barbeiro" com Lucinha Lins e Cacá Rosset, e a telenovela policialesca Olho por Olho. Ainda nesse mesmo ano, em julho, a Manchete transmitia as Olimpíadas de Seul.

Em junho a Manchete já poderia ser vendida, total ou parcialmente, de acordo com a Lei das comunicações. Adolpho Bloch começara a sondar possíveis sócios para a TV já em 1987, propondo a cessão de 40% da empresa, mantendo portanto, o controle acionário. Interessados como os grupos Odebrecht, Paranapanema, a mexicana Televisa e a norte-americana Viacom, e depois Orestes Quercia se negociaram até 1988, mas no final, nada se concretizou.
Em junho Wilson Cunha estreava o filmescinema.com' class="link-azul" target="_blank">filmescinema.com' class='link-azul' target='_blank'>Cinemania, direcionado aos amantes da sétima arte. O programa ia ao ar aos sábados, e trazia grande prestígio a emissora.
Na dramaturgia, a novela Carmem chegava ao final, mas sua substituta ainda não estava pronta. A emissora resolveu então reprisar Dona Beija, cuja campanha de relançamento teria irritado a atriz Maitê Proença pelo forte apelo sensual. A atriz deixou a Manchete, depois de 3 anos trabalhando no canal. Já José Wilker, por discordar da linha administrativa das empresas Bloch em superprivilegiar suas revistas em relação à TV, deixa a emissora. Além de Wilker e Proença, Rubens Furtado, até então diretor geral, troca a Manchete pela Bandeirantes.


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