Rede Manchete

Jornal da Manchete

A Trajetória do mais completo jornal da Televisão.

Por Diogo Montano, em 27/04/2005
Jornal da Manchete 1990 - Leila Cordeiro e Eliakim Araujo
Jornal da Manchete 1990 - Leila Cordeiro e Eliakim Araujo

O Jornal da Manchete foi ao ar pela primeira vez no dia 06 de junho de 1983. Era uma segunda-feira e com cenário futurista (mostrando os equipamentos e monitores da redação), às 19h00 entrava no ar um telejornal completo com surpreendentes DUAS horas de duração. Seguia-se o padrão da recente CNN, que a emissora adotou desde a estréia.


O Jornal era dividido em vários segmentos, que depois acabaram virando programas distintos, denominados Manchete Panorama (cobria artes e espetáculos, apresentado por Iris Lettieri e Jacira Lucas), Manchete Esportiva (com Paulo Stein), Manchete Internacional, e finalmente o "Jornal da Manchete", que era apresentado por Ronaldo Rosas e Carlos Bianchinni. Como pode-se perceber, desde essa data o jornal passou a cultuar uma tradição que o diferenciava dos demais: passar a informação por completa ao telespectador. A alta credibilidade de seus profissionais sempre ofereceram ao público uma completa cobertura tanto nacional como internacionalmente. Durante os dezesseis anos de existência, o noticiário sempre se baseou nesse conceito.


Em agosto de 1989, Leila Cordeiro e Eliakim Araújo (até então apresentando o Jornal da Globo) foram contratados para ancorar o Jornal da Manchete, substituindo Ronaldo Rosas e Carlos Bianchinni. Essa época de ouro da Manchete, caracterizada com novelas de sucesso e infantis vice-líderes, também se caracterizou por um show de jornalismo. A Rede Manchete, que até então se destacava nesse departamento, abriu ainda maior distância em relação à concorrência. O jornalismo era ousado, inovador e independente. Os repórteres chegavam antes e davam seguidos furos de reportagens. A inovação fazia escola na TV. Nesssa época, a Manchete já suspendia a programação para exibir initerruptamente qualquer acontecimento importante no país. O Jornal da Manchete era ágil, tinha correspondentes espalhados pelo mundo, e trazia a data e imagens do dia integradas à abertura. Leila e Eliakim se consagraram como o Casal 20 do telejornalismo.

Em 1991, o cenário dos monitores foi desativado, sendo substituído por uma tela azul no Jornal da Manchete. Mas o cenário "azul chapado" não durou muito tempo. Jaquito ordenou que o cenário do JM voltasse a ter ao fundo os tradicionais monitores. Com essa mudança, a abertura e o logo do jornal também mudaram.


Com a saída de Leila Cordeiro e Eliakin Aráujo da emissora em dezembro de 1992, Márcia Peltier asumiu o Jornal, apoiada em São Paulo por Florestan Fernandes e em Brasília por Carlos Chagas. A redação voltou a ser usada como cenário, e o telejornal ganhou nova abertura. Em 1994, novamente a abertura foi trocada.

Em 1995 houve uma reformulação geral no cenário do Jornal da Manchete, que passou a ter um enorme Mapa Mundi ao fundo, também acompanhada de nova abertura. A equipe completa era formada por: Marcia Peltier (âncora, Rio), Carlos Chagas em Brasília, Florestan Fernandes em São Paulo, Villas Boas Correa comentando política e Denise Campos de Toledo como comentarista econômica.


Durante as Olimpíadas de 96, o Jornal da Manchete foi ancorado por Márcia Peltier diretamente de Atlanta.


No início de 1997, O JM foi reformulado, ganhando novamente cenários e abertura novos, e Márcia ganhou a companhia de Marcos Hummel na bancada. Embora a audiência tenha aumentado, Hummel voltou para o "Na Rota do Crime" e deixou a apresentação do jornal novamente com Marcia.


Em 1998, em nova evolução, o jornal voltou a reforçar o conceito de três edições. Com cenário novo (trazendo de volta a reformulada redação ao fundo), em março, estreavam o Jornal da Manchete Edição da Tarde, Jornal da Manchete, e o Jornal da Manchete Edição da Noite. Marcia Peltier continuava a frente da edição principal.


O "Manchete Primeira Mão", apresentado pelo experiente Berto Filho, estreou no meio de 1998, às 18h30. O propósito do Jornal era suprir a falta de jornalismo de qualidade que existina na TV nessa faixa de horário. TInha meia hora de duração e mostrava os principais fatos do dia.


Com a crise neste ano, porém, Márcia Peltier assinou contrato com a TV Bandeirantes e Augusto Xavier assumiu a bancada, revezando a apresentação com Claudia Bathel.


A título de curiosidade, cada telejornal recebia um nome-código na redação: ET (Edição da Tarde), JM1 (Jornal da Manchete), JM2 (segunda edição), ME1 (Manchete Esportiva Primeira Edição) e ME2 (Manchete Esportiva Segunda Edição), RM (Rio em Manchete) e SPM (São Paulo em Manchete).

Por Diogo Montano, em 27/04/2005

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